AKB49 – CILADA!

Esses dois tem um segredo...

“Garoto se apaixona por garota e começa fazer coisas absurdas para ajudar ela a atingir os seus objetivos.” Quantas histórias a gente lê por aí que se encaixam nesta descrição? Demais. Muitos mesmo. Não vale nem a pena mencionar. Agora adicione música, uma pitada propaganda corporativa, dança, performances de palco, e por incrível que pareça, desenvolvimento dos personagens. Isso é o que encontrei quando resolvi pesquisar mais sobre o grupo AKB48 (é, aquele mesmo do anime AKB0048), e descobri que eles tem vários títulos de mangá usando a imagem das meninas que fazem parte do grupo. Entre eles, AKB49 – Ren’ai Kinshi Jourei (AKB49~恋愛禁止条例~) conseguiu chamar a minha atenção.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que não sou chegado a animes/mangas que tratam de travestismo. Não tenho nada contra a opção sexual de algumas pessoas, muito menos o tipo de roupas que elas gostam de usar. O que me não me agrada em histórias em manga/anime que utilizam deste artificioYep. Ela é na verdade Ele. é que o seu tipo de apresentação facilita demais. Traduzindo em miúdos, é muito mais fácil conseguir desenhar um personagem com características femininas e dizer que ele é um garoto e a gente é obrigado a aceitar, pois é a forma como a narrativa se desenrola nesses casos. Claro que o traço do mangaká ajuda também. Não adianta eu ter um personagem que deveria parecer feminino quando todos os outros personagens são parecidos com ele. Seria muito mais difícil (não impossível, claro) fazer com que um ator fizesse um papel feminino.

Agora você deve estar se perguntando, É CILADA, BINO!“O que isso tem a ver com AKB49?”. Bom, tudo. A premissa da história é bem manjada nesse sentido, e bem louca diga-se de passagem. Usando a frase no início deste post, Urayama Minoru é apaixonado por Yoshinaga Hiroko e para ajudar ela a passar num teste para a agência de ídolos AKB48, ele se disfarça de menina e vai fazer o mesmo teste. Aos trancos e barrancos ele consegue o seu objetivo, Hiroko consegue passar no teste, mas o que ele não esperava era que ele também passasse. É, isso mesmo. Um menino passou num teste para uma das agências de ídolos mais reconhecidas do Japão (pelo menos nessa história, parece que eles destruiram com a concorrência ou algo parecido). A partir daí é possível de se imaginar a quantidade de problemas e desafios que ele tem que superar sob a alcunha de Urakawa Minori, a mais nova sensação dentro da agência.

Este mangá também segue as mesmas táticas dos outros mangás que foram criados como propaganda para o AKB48, trazendo diversos cameos das verdadeiras integrantes dos subgrupos no mundo real que fazem parte da agência, algumas com parte mais proeminente na história como a Takahashi e a Maeda, outros quase como figurantes, mas estão sempre lá. Mas não se deixe enganar por essas maltraçadas linhas. Essa história consegue se superar dentro do seu niché e se destacar com bom roteiro e ainda melhor execução. É óbvio que era para ser um mangá shonen, com suas disputas, as diferentes personalidades das meninas “da base” (pra usar um termo futebolístico), a cruva ascendente de desafios, adversários no começo se tornando aliados mais adiante, etc. Mesmo com isso tudo, me impressiona a quantidade de toques shoujo, principalmente no desenvolvimento das personagens principais, dão um colorido especial a esse mangá. Falando em personagens principais, imaginei que o manga estava incorrendo no mesmo “erro” do anime (eu sei que o manga saiu antes do anime, mas eu assisti o anime antes, então…) em ter personagens principais demais. Logo no começo da história dois ou três capítulos descobrimos que ao total no grupo “da base”, o Kenkyuusei, são dezesseis integrantes, fora os outros grupos principais, isso é gente demais. Ainda bem que não fizeram nada disso. Claro que o foco inicial teria que ser a vida do Minoru tentando se passar por “Minori” para as pessoas a sua volta, o que, apesar de tudo, é a pior parte da história. Mesmo que ele seja um menino no meio de um monte de meninas, essa parte quase não foi explorada em todos os volumes que li até agora (o scantrad que peguei para acompanhar está no volume 9). Parece que os roteiristas as vezes esquecem que ele é para estar numa situação de peixe-fora-d’água e agem como se ele fosse uma menina mesmo, só para se lembrar depois, ou então fazer ele entrar em cena como menino para salvar a situação. Mesmo ele sendo o personagem principal, ele é o menos desenvolvido entre as meninas do Kenkyuusei, sendo que o maior vai para a tsundere com traços fortes de yandere Okabe Ai.

É CILAD... Ops. Não essa é de verdade. XD

O traço do Miyajima Reiji neste manga me lembra um bocado o de Kobayashi Jin (School Rumble, Natsu no Arashi) em alguns momentos, ou seja, bem definido, com cortes limpos e personagens com características visuais consistentes. Acho que o Estúdio Motoazabu Factory acertou em cheio em trazer ele para fazer a arte pois a história brilha muito mais.

Recomendações. Se você conseguir passar pelos primeiros quatro ou cinco capítulos, a história começa a se desenrolar de forma mais homogênea, com arcos bem definidos e encontros diversos, fazendo com que você seja literalmente sugado pelas peripécias das meninas. Se você for fã de AKB48, é indispensável, se você não for, vale a pena mesmo assim pela história.

Infelizmente, nenhum Scantrad nacional está traduzindo esse manga, mas pelo menos para quem não tem problemas com a língua do Tio Sam, o grupo Sense Scans está lançando periodicamente novos capítulos deste ótimo manga. E eles tem um Reader no próprio site, então fica fácil de ler. o reader deles fica em http://reader.sense-scans.com.

Era isso. Até a próxima.

Sniperk
Over and Out

Edit(09/01/2013): O PQQV está traduzindo este manga agora. Você pode encontrar ele no reader online ou então baixar aqui no blog mesmo.

~ por Sniperk em 20/09/2012.

Uma resposta to “AKB49 – CILADA!”

  1. […] eu acho que já falei tudo que precisava falar no post que fiz anteriormente sobre este mangá, então vou colocar aqui só algumas coisas sobre o […]

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