Redemp – Hanasaku Iroha


Não sei se alguém percebeu, mas até agora, todos os animes que fizeram parte dessa minha série de impressões pessoais sobre certos animes foi adaptação de alguma Visual Novel. Não acredita? Vai lá e confere. Eu espero. ^^

… Viu? Por isso hoje pretendo falar de um anime original, tanto na sua história quanto na produção e conceito. Hanasaku Iroha.

Quando li sobre esse anime no MAL e Anidb, não me interessei muito não. Não tinha nada de tão diferente do que eu já estava calejado de ver em animes, então deixei de lado.

Algum tempo depois, visitando o blog do Kurogane vi esta screencap. Não, não tenho a menor vergonha de dizer que comecei a assistir esse anime só por causa da Nako naquele vestido. Pra minha sorte, a série já estava no episódio 23 ou 24 a essa altura, não lembro direito, então comecei a assistir.

Depois de dois episódios eu queria pegar emprestada aquela máquina do tempo de Steins;Gate e enxer o meu “eu” passado de porrada. Como é que eu podia estar perdendo algo assim por pura falta de vontade. Por onde começar a falar desse anime? Pelo conceito? Não. Pela história? Não. Pelo cenário? Não. Tudo isso é muito bom, mas o que vendeu mesmo esse anime pra mim foram os personagens. O que faz de um persongem ter um apelo tão grande para mim, além da obviedade do visual? Com tantas histórias por aí hoje em dia e a facilidade de se entcontrar com elas que temos por causa da internet, a gente acaba caindo na Lei de Sturgeon, que diz pelo menos 90% de tudo que consumimos é lixo. Ou seja, com tantas opções, a maioria delas não é de qualidade, e cabe a nós filtrar o que nos interessa. Claro que isso não quer dizer muita coisa, já que o que gosto e o que outra pessoa gosta são características inerentes a cada pessoa, caindo no subjetivismo de cada um. Nesse caso, qual é o apelo que inicial que eu procuro em um anime? Visual. Pura e simplesmente. Isso é o que eu busco logo no começo. Óbvio que não é tudo, mas é o meu subjetivismo em ação. Depois, vem a trilha sonora, os seiyuus e  as músicas propriamente ditas. Quando os dois casam bem no começo da história, eu busco o que a história em si tem para me oferecer, e é onde a maior parte me falha. Poderia citar alguns animes que me chamaram a atenção inicialmente pelo audiovisual mas que ficaram nisso só, mas não tenho a intenção de desfazer do trabalho das pessoas que trabalharam nestas produções. Voltando a HanaIro, o audiovisual me atraiu imediatamente, e o character design, apesar de ser shoujo demais para mim não diminui muito as minhas expectativas, o que me recompensou com personagens cheios de vida, dentro de um mundo de estereótipos. Não me entendam mal, HanaIro tem um bocado de estereótipos, mas seus personagens principais todos possuem características únicas que acabam deixando que a gente esqueça um pouco dos seus estereótipos iniciais. A personagem principal Ohana, que parece saída de um manga shoujo, até no nome, já que uma das traduções possíveis para o nome dela é “Buquet de flores”. É, isso me fez cringir os dentes à princípio, mas logo ficou pra trás, pois a personalidade da personagem me cativou. Talvez foi a maneira como a história começou com o Kou, obviamente apaixonado por ela, ou talvez a maneira como ela reagiu a declaração. Não sei. Mas o fato que isso me deixou imaginando que a Ohana seria apenas mais uma protagonista angustiada de uma história direcionada claramente até aquele ponto para meninas. Até que ela teve que se mudar para o Kisuissou, e mostrou realmente as suas cores. Uma personalidade forte e sem medo de errar se for para aprender. Cativante é pouco para descrever ela, e foi assim que tudo realmente começou.

A partir daí tivemos um desfile de personagens únicos, desde o faz-tudo residente Mameji, até a Dona da pousada Sui, ou Okami, como ela, mais de uma vez, dizia para os outros se referir a ela. Logo no primeiros episódios era óbvio de se notar qual seria a tônica da história e ela se manteve durante boa parte da apresentação dos seus 26 episódios. Praticamente todos os personagens possuem alguma característica que o tiraram dos seu estereótipos iniciais (mesmo que em alguns casos caíssem em outros), e muitas das cenas que eu imaginava que aconteceriam de certo modo, como é norma em animes, acabaram acontecendo de forma completamente diferente. Um exemplo que posso citar são os episódios da Yuina, quando o noivo dela diz que não queria mais casar com ela por que ele queria uma mulher trabalhadora para viver com ele, como a Ohana. Na hora imaginei ataque de ciúmes e uma Yuina vira casaca e de, certa forma, malvada. Quinze segundos depois todas essas idéias caíram feito castelo de cartas quando ela mudou de atitude.

E este é só um dos muitos exemplos que fizeram com que este anime fizesse com que eu me investisse emocionalmente com seus personagens e relações interpessoais. Cada um deles cresce e se desenvolve durante a trama e no final das contas nos dá uma idéia boa de fim. Pena que perdeu certo brilho na execução durante a segunda metade, mas mesmo assim tinha momento suficiente para se manter um bom entretenimento até o seu último episódio.

~ por Sniperk em 10/09/2012.

 
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