Bitter Virgin

Com esse nome até parece ser hentai mas por incrível que pareça não é. Hoje, quando tava procurando na net algo diferente pra ver, achei alguns títulos interessantes de mangá. Tenho um tédio do caramba de ler mangas que ainda estão em andamento, e que são bons. Odeio quando estou lendo algo e de repente… “BAM! Espere o próximo capítulo!” ARGH!!!
Bom mas isso não vem ao caso. Um dos mangas que achei foi Bitter Virgin, série da Kusunoki Kei, uma das mangakás shoujo que mais admiro. Ela também fez “D no Fuuin” e “Girls Saurus”.

A arte dela é limpa, até onde um shoujo manga consegue ser, e os personagens são bem definidos, sem mudanças bruscas no traço. Na verdade nesse quesito, dá pra comparar o trabalho dela com o do Adachi Mitsuru. Seus personagens são tão parecidos que muita gente confunde como sendo parte da mesma obra. Isso pode ser uma coisa boa ou ruim, dependendo única e exclusivamente do material que está sendo trabalhado e como ele é trabalhado, bem ou mal. No caso da Kusunoki, ela consegue trazer histórias sobre drama, amor, humor e conflitos, praticamente da maneira que ela bem entender, usando a mesma base. Em Girls Saurus, o humor é o carro-chefe da artista e é trabalhado a exaustão. Em D no Fuuin, ela trouxe uma história rica em discrepancias sobre o amor e como o mundo que conhecemos pode não ser exatamente como conhecíamos. Em 100 ways of an Exorcist, ela mistura os dois elementos de humor e fantasia. Agora em Bitter Virgin, o seu modus-operandi é chutado para escanteio para que ela possa contar uma história diferente de quase tudo que ela já tinha trabalhado antes.

Bitter Virgin conta a história de uma rapaz, Daisuke Suwa, que descobre um segredo terrível sobre uma colega de classe. Aikawa foi estuprada pelo seu padrasto, não uma nem duas, mas várias vezes no passado. Incluindo engravidar duas vezes. Na primeira ela abortou e na segunda ela teve o filho que foi dado para adoção.

A partir dessa premissa, Kusunoki nos trás uma história rica sobre desenvolvimento pessoal, superação de traumas, e, claro, amor. Bitter Virgin é acima de tudo uma história de amor, semeada por temas polemicos, como aborto, estupro, adoção, e principalmente, as marcas que essas coisas deixam nas pessoas, e naqueles a sua volta. É uma história de superação, de entendimento e de vida. Kusunoki usa muitas experiências pessoais nesse manga, como o fato dela ter vários filhos, e ela também ser uma “Angel Mother”(mulher que deu a luz a um filho morto).

Pra quem gosta de drama é uma pedida e tanto. Esse manga vale a pena pra qualquer fã da autora e do gênero em si.

Alguns grupos nacionais de scantrad estão fazendo ou terminaram esse manga, entre eles o Quadradim e o Manga Soul. Fica a critério de vocês quem vão escolher para ler. ^^

Pra quem domina o inglês bem, Solaris-SVU é o grupo que fez a versão gringa.

Over and out

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~ por Sniperk em 25/04/2009.

5 Respostas to “Bitter Virgin”

  1. “Bitter Virgin”
    já li esse manga, eh legal!
    recomendo as pessoas a lerem!!!

    …uma pergunta… onde vc acho o “D no Fuuin”?? … n consigo acha ele p ver…c vc n saber…de boa!

  2. ops!!
    esqueci de escrever o resto… AUaUaU!
    …o “Girls Saurus” .. ja baixei ele, ja conferi uns capitulos..parece ser legal!

    vlws!

  3. D no Fuuin é um manga pequeno, de um volume só. 5 ou 6 capítulos. É sobre uma garota que é destinada a ser um sacrifício pra um demonio, ou noiva de um demonio, algo assim. Não lembro direito agora. É interessante porque é um dos poucos trabalhos da Kusunoki que mostra gente morrendo “de verdade”.

    Quanto a achar ele… Eu acho que em inglês deve ter no site do MangaWorld, mas em português… Difícil. O grupo que fez ele, o MangaStudio, a muito tempo já acabou. =\

  4. “Aikawa foi ‘estruprada’ pelo seu padrasto, […]”

    me diz que foi erro de digitação?

    • Sim. ^^ Obrigado por indicar. Tanto que mais adiante é dito ‘estupro’ de novo.
      Bom, por incrível que pareça, esse foi um dos meus menores erros até hoje.
      Vc não chegou a ler um post que eu escrevi sobre outro manga, Living Game, antes de eu corrigir. Digitei dele metade em português e a outra metade em inglês e publiquei assim mesmo. Só depois que fui ver o que tinha feito.

      P.S. Já aproveitei e dei uma corrigida no layout do post.

Comentários encerrados.

 
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